Comecei a ler Eclipse. Um capítulo por dia. Hoje li o capítulo dez.
Não entendo como algumas garotas conseguem pensar em Edward Cullen como sendo o parceiro ideal. Ele é terrivelmente dominador no início do livro, mesmo que depois fique mais flexível.
A mocinha, Bella, passa todo o livro se inferiorizando diante da beleza de seu amado vampiro. Bela lição de como não ter auto-estima. Uma das caracterísitas que Stephanie Meyer tenta transmitir é de que Bella é uma garota madura para sua idade. Não, não é. Ela é como toda e qualquer adolescente de 17 (ou 18) anos.
Desde o primeiro livro ela quer se tornar uma vampira, também. Mas os motivos dela estão longe de serem só por amor. Ela quer se tornar uma vampira por vaidade. Ela tem medo de que fique velha demais perto do namorado. Ela faz um escândalo quando descobre que seu amigo lobisomem também não pode envelhecer.
Encontrei durante minha leitura, passagens incoerentes. Não sei se foi erro de tradução (estou lendo um tradução feita por fãs), ou se é erro da própria autora. Numa das passagens Bella vai visitar a mãe, que mora em um lugar ensolarado (esqueci o nome da cidade). Ela reclama o tempo todo que não moraria lá por ser um local muito úmido. Só que Bella mora em um lugar que chove o tempo todo. Não dá pra ser mais úmido que isso.
Outra passagem é uma analogia (não muito) velada que Bella faz do relacionamento de seu namorado vampiro e de seu melhor amigo lobisomem. Enquanto ela organiza imãs de geladeira, encontra dois com polaridades opostas (e eu quero muito que isso seja erro de tradução). Ela tenta fazê-los se aproximar, mas eles se afastam. Nunca fui a melhor aluna de física do colégio, mas pelo que eu me lembre polaridades opostas se atraem. Até daí vem aquela expressão de que os opostos se atraem.
É isso. Eu sobrevivi a leitura de 1/3 do livro, acho que consigo terminar.